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Pequenos..


Há cavidades dentro dos espaços que são precisas..
Somos pele que sente frio ou calor
Somos ás vezes roupagens que nos damos ou nos deixamos impor..
Há cavidades que o silêncio responde..o nosso mesmo..
Há outras que as palavras ouvidas satisfazem
Em momentos somos preenchidos por um choro compulsivo
Que nos despe novamente..
E ficamos prontos, como em sacos existenciais
Somente a lacuna exata que precisamos ser..nós mesmos..
As palavras são roupas especiais, e como tal..nem sempre precisamos usar..
Olhar com lupa o nosso interno, sacode, até incomoda, até dói, mas cura..
Olhar com rapidez, nos engana, só deixa pra depois, o que temos que encarar..
Como gaveta desarrumada
Como chave que não desliza no mecanismo da fechadura..
Como poeira em nossa retina..
Tem a hora que temos que nos abraçar..nús..diante de nós mesmos..

Comentários

Angélica Lins disse…
Às vezes penso que você transita neste mundo e em outros, tamanha é a sutilidade e leveza que você escreve.Suas palavras têm uma dinâmica integrativa cheia de intensidade e luz.

Sou mesmo sua fã ...(risos...)

Beijos
Sonhαdorα disse…
Bom Dia!! que bom que não demorou a postar,senti falta de vir ler..
Caio Martins disse…
Reitero o comentário da postagem anterior: não pare de escrever nunca!
Passei pra deixar um abraço.

beijooo.
Mahria disse…
O silêncio de um olhar interno pode até doer, porém vale mais que as palavras que nem sempre precisam ser ditas.

Verdade querida Christi

Mahria
Luciana disse…
É verdade Christi.As vezes temos que sofrer,nos desarmar e colocar tudo as claras pra nós mesmos.
Mais isso é tão difícil.
"A pior mentira é mentir pra si mesmo"


Bjão

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