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Baldes de praia..


Nesse balde em que os castelos são formados
Numa forma, onde o universo é encantado
As areias de uma praia infantil..
São imunes as crianças no seu mistério multicor
Nesse balde em que os castelos tem príncipes e princesas
São pequenas em estatura e tão grandes em sonhares..
São raízes onde buscamos a vida inteira não perdermos..
Nessa areia criada como argila
Molda em dedos as torres e as pontes
Os mares e As terras..
Os medos são de longe somente dos demais..
E a coragem destemida de seus maiorais
Aquelas crianças que encantam com suas expressões
Falam sozinhas, criam amigos imaginários
Brincam com os dedos e dedilham o impossível
Castelos de areia num momento onde a eternidade as tocam..
.

Comentários

Alvaro Oliveira disse…
Olá Querida Christi

minha querida amiga tem desculpar-me a minha ausência nas pistagens
anteriores.Na segundafeira tive consulta com meu médico de psiquiatria em Coimbra que fica a lmm km da minha cidade e perdi o dia completo. Saí de casa às
09h00 e regresse às 19h00 cansado
da viagem. Na terça-feira perdi quase o dia todo na minha Editora, a fazer a revisão de textos do meu próximo livro.

Agradeço de alma e coração a preocupação por mim e pelo meu bem-estar. Só de uma verdadeira e grande amiga se recebe um carinho
igual ai seu. Mas acredite que a
tenho sempre no coração e sempre
penso em si. Quanto à vista minha querida, eu já devia ter parado por algum tempo o uso do PC. Mas
como posso fazê-lo se meus amigos chamam por mim? fica-me a consolação de saber que tenho amigos tão queridos . E a Christi, é o exemplo. Adorei estesbaldes de praia, que até isto é motivo para uma grande poetisa, escrever um poema. Adorei.

Um beijo muito carinhoso para si.

Amanhã deixo o meu comentário nos
outros que faltam... está bem?

Alvaro
Christi... disse…
Vc é um doce querido.
Que Deus te toque na sua Graça.

Beijo anjo
Cantodomeucordel disse…
Que doçura de poema cheio de singeleza e toques de recordações infantis, dos castelos de areia, dos inesquecíveis momentos na praia brincando com o balde na areia molhada pelas ondas do mar.


Estou comentando linkado no meu novo blog(o outro continua de vento em popa) dedicado especialmente à literatura de cordel. Seria uma honra receber sua visita também nesse meu novo espaço virtual.

Fraterno abraço do amigo Gilbamar.
Paulo Tamburro disse…
Baldes de areia na praia, brincadeira de criança.

Castelos de imaginações e fantasias, brincadeiras dos adultos.

Quando somos crianças ralamos os joelhos e os cotovelos, quando adultos ferimos a alma.

As feridas da infância cicatrizam, as da alma, no entanto ficam purgando um fel, sob a forma de um indesejável azedume aterrador, disfunção da vesícula e sua bilis existencial amarga.

Crianças , que ainda fetos são sugadas pela máquina assassina do aspirador da morte, e lutam desesperadamente para não entar na boca do monstro que irá moer seu corpo.

É aterrador, é a bílis da maldita visícula irresponsável, da mãe que entre outras opções pode jogar seu filho pela janela ou trancá-lo no quarto escuro do medo, vício e morte prematura.

É o azedume maldito da vida que lhes transformou a existência num mar de sofrimentos onde a areia cáustica queima suas mãos, e o sol da violência esfacela seu cérebro numa disputa indesejável por um pouco mais de pó,de fumo ou por ter sido punido, pois deu um "banho" no gerente da "boca de fumo".

Bílis,cruel, que enche o balde de sangue, e espirra areia nos olhos dos pais e das autoridades.

E agora virou moda, mães entregarem as filhas ao primeiro marginal, que nem vesícula tem mais,e o colacarem dentro de casa e expor suas filhas ,ainda crianças e que não brincaram com o balde de areia na praia, aos estrupos inevitáveis do tarado de plantão.

Vesícula desgraçada de uma humanidade doente e que vomita fel em forma de bílis na cara da civilização.
Isa disse…
Querida,Você nunca fala muito!
Te adoro!
Beijo.
isa.
Belle disse…
Nossa que texto mais lindoooooooo...
Mostra a pureza da infância, que por hora esquecemos, mas que sempre a guardamos no fundo de nossas lembranças!!
Que saudade desse tempo!
Parabéns
Caio Martins disse…
Belo poema, Christi. Leva a tempos em que éramos felizes e não sabíamos, nem tínhamos tempo para com isso nos preocuparmos. Aí fulcra o talento da poetisa: mexe na memória, na história e ficamos morrendo de vontade de, novamente, ter aquela liberdade que só dependia, de fato, de um montinho de areia. Muito delicado.
Renata Nogueira disse…
Oi Christi,
Bem, em primeiro lugar, muitíssimo obrigada pelas palavras e por colocar meu livro na barra lateral do seu blog(que por sinal achei lindo...chic). Foi uma surpresa vê-lo aqui.
Me deu uma nostalgia tão grande quando li este poema! Essa noite sonhei com a praia onde passei os verões da minha infância e sem dúvida foram os melhores anos da minha vida.
Como eu amava brincar na areia, construir meu castelos!
Saudade demais daquele tempo!
Beijão
Helô Müller disse…
Como é bom confiarmos em nossos sonhos! E as crianças são mestras nessa arte ...
Amei vir a sua praia, Christi!
Me fez muito bem resgatar um pouco dos meus sonhos de outrora!
Beijos infantis!
Helô
Oi! Estou passando lhe desejar um final de semana feliz e abençoado.

Adorei o post! O blog está lindo!!!!!

Bjo.
Paulo disse…
Olá, Christi!

Esse balde...!
Contém todos os sonhos que colorem nossa alma!

Gostei muito, grato!

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